#Palavras do Pai

Uma reflexão de Mateus 20 #48

Dei esse título como uma forma ambígua da palavra reflexão. Não se trata somente de um momento de meditação nas escrituras, mas de um momento de reflexão interna, onde através do espelho da minha alma eu pude enxergar (-me) sem máscaras.

Era mais um dia como todos os outros. Começou cedo. O dono de uma grande propriedade saiu a procura de trabalhadores que pudessem ajudá-lo com sua vinha sob a recompensa de um denário e os encontrou. Mais tarde, ofereceu a mesma recompensa a mais alguns desocupados. Quase ao final do dia, encontrou outros homens que aceitaram trabalhar.

O sol se pôs e chegou o momento tão aguardado do pagamento dos salários. Os que chegaram ao final do dia receberam o valor referente ao seu acordo. Os que chegaram no começo também. Estes últimos clamaram por justiça ao perceber que trabalharam muito mais e ganharam muito menos se comparados aos que chegaram à vinha tão perto do fim do expediente.

Não é difícil se identificar com essa parábola. Sou como o trabalhador injuriado que labuta o dia inteiro pelo salário que um desocupado qualquer também conseguiu com menos horas de serviço. Eu sou o trabalhador injuriado que reclama mais do bem ocorrido ao próximo que do mal que ocorre consigo mesmo.Eu sou o trabalhador injuriado que espera alcançar mais do que a justiça prometida. Como o trabalhador, também reluto em assumir minha ingratidão. Sou capaz de detestar o fato de um ser “mais pecador” que eu alcançar o mesmo céu ao invés de ser uma Filha feliz por ser alvo da Graça.

Ele me prometeu o céu quando, enquanto criança, eu acreditei que Ele existia; mas quando cresci, achei que o céu era só pra mim. Apesar de reparti-lo na fase adulta, ainda me enxergo numa criança: não pela inocência,mas pela birra incessante quando questiono se Sua justiça é assim mesmo, tão perfeita.

Não sou dona da vinha, nem do dinheiro que paga o salário dos trabalhadores, mas ajo como se fosse.
Não sou dona do céu, nem da Graça recompensadora para os pecadores, mas ajo como se fosse.

/ Eu sou o trabalhador que, apesar de injuriado,
// Eu sou a cristã que, apesar de pecadora,

/ vai alcançar a mesma recompensa que os últimos empregados.
// vai entrar no mesmo céu que os últimos alcançados por misericórdia e graça.

Retirando as máscaras, continuo ciente de que tudo em mim precisa ser transformado. Ainda bem que, aos meus olhos, o salário não é justo, se não, afirmo convicta, nem eu mesma seria digna de tal presente. Fui alcançada! Glória a Deus!

(Isadora Bersot)

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