#Palavras do Pai

Relativização do evangelho #49

Em tempos de publicidade exagerada, os bastidores ficaram esquecidos.
Os altares construídos no secreto estão em extinção, enquanto os ídolos levantados a si mesmos seguem inundando o mundo com suas #hashtags. Descobrimos o “marqueteiro” que há em nós e o pior: levamos jeito pra coisa.

Parafraseando Mateus 6, “o que a sua mão direita faz, não saiba a sua esquerda”; mas pensamos que até o imutável Deus parece ter mudado um pouco seus conceitos diante de uma sociedade que almeja o aplauso e reconhecimento. É como se Suas leis saíssem do vigor porque não conseguimos mais obedecê-las.

Não são as nossas obras expostas que vão convencer um pecador ao arrependimento. Não é o bem que fazemos com nossas mãos. Nunca será algo além do que o poder do Espírito Santo agindo em nós.

Tenham o cuidado (isso quer dizer que seríamos tentados) de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles (você pode praticar obras de justiça diante de homens contanto que o seu coração não esteja desejoso em aparecer). Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma (zero, nada. Nadinha mesmo.) recompensa do Pai celestial. Mateus 6:1

Quando Jesus curava, era Ele quem ‘renegava’ a glória (que já havia renunciado desde que desceu do Trono para se fazer homem) pedindo para que mantivessem segredo sobre seu ato. Ainda assim, as línguas não cessavam de proclamá-lo como “o Messias”. Hoje vivemos o extremo oposto: nós mesmos estampamos nos outdoors e nas praças públicas a nossa imagem seguida de nossas obras e currículo. Somos incapazes de “curar”, “libertar” ou “expulsar demônios” numa sala fechada, onde somente um pequeno grupo tenha ciência de poder fluindo através de nós. Filmamos, postamos e recebemos likes de pessoas que ainda não entenderam também que o reconhecimento humano, em sua maior parte, não está ligado a aprovação de Deus. A nossa mão esquerda não saberia o bem que a direita faz se não estivesse empunhada com uma câmera registrando a ação.

Aplausos nos iludem, enquanto em nossos travesseiros repousam um sorriso estampado pelo bem que fizemos e não são derramadas lágrimas em arrependimento pelo nosso orgulho, nosso egoísmo ou falsa-compaixão. É… os nossos travesseiros já estiveram mais encharcados pela obediência a Deus ou mesmo pela perseguição que viria sobre nós em cumprir o ide.

Prefiro ser a geração de “sem-nomes” que decidiram orar e, dessa forma, geraram uma revolução em todo o mundo. Quero pertencer às sombras para que meus olhos e espírito não sejam cegados e acabem mortos pelos flashes inofensivos. Quero sentir-me como surda, para que os aplausos não acariciem meus ouvidos chegando assim a agradar o meu coração.

Nosso facebook reúne fãs, mas nosso nome continua desconhecido no inferno. Ganhamos seguidores online, mas não temos a ousadia de pedir: sejam meus imitadores!
Sabemos que não o somos de Cristo.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos permita voltar ao anonimato.

(Isadora Bersot)

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