#Palavras do Pai

O mal que não se arranca pela raiz #50

“E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.
E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio?
E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?
Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.
Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.”
Mateus 13:26-31

Pra quem conhece o trigo, reconhecer o joio não é um trabalho difícil; mas até pra consertar algo é preciso de tempo.
Ao contrário do que dizem as muitas (e não más) línguas, nem todo mal deve ser arrancado pela raiz.

Quando o pai da família diz para que deixe o joio crescer, é porque enquanto pequeno, essas ervas são extremamente parecidas, mas após o crescimento, torna-se mais fácil diferenciá-las. No campo, em si, não há como o joio se transformar em trigo, mas gosto da ideia de pensar que deixar que o crescimento ocorra apesar de ser por um lado arriscado, porque pode ocorrer a proliferação do mal, é também é um ato de compaixão – pessoas, como joio ou trigo, através de Jesus, são convidadas ao arrependimento.

Essa parábola foi contada à pessoas. Jesus vivia rodeado de pessoas. Seu objetivo era que elas pudessem se identificar com a mensagem: não como as personagens, mas como os frutos desta plantação. Pessoas más podem se transformar em pessoas boas. Pecadores podem ser transformados em santos. Há um caminho trilhado pelo sangue de Jesus que nos torna, por Seu Espírito, capazes de sermos convertidos de joio pra trigo. Mas não se engane: pessoas boas também podem se transformar em más. O trigo pode virar joio se não se agarrar com firmeza ao Salvador.

Finalizo com uma canção do Rodolfo Abrantes sobre esse tema:

(Isadora Bersot)

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