#Palavras do Pai

Jeremias Primeiro #53

É claro pra nós que não nascemos como iremos morrer. Nossos gostos, nossos ideais, nosso corpo, tudo muda. Isso faz parte da vida. Desde a nossa concepção até o nosso nascimento passamos por mudanças incontáveis no ventre. Essas transformações externas não tem necessariamente alguma ligação com o que se passa dentro de nós: são independentes de nossa vontade. Não escolhemos nosso nome ou a cor dos nossos olhos. São exemplos pequenos, mas que nos ensinam a crescer equilibrando nossas escolhas pra aprendermos a decidir sobre o nosso futuro.

Mas existe uma identidade em nós, criada por Deus, antes que nós tenhamos conhecimento sobre ela. Deus nos olha como corajosos, ainda que tenhamos medo de obedecê-lo. Ele nos vê como gigantes, mesmo nos nossos dias de fraqueza. Ele nos olha como filhos, apesar dos nossos pecados. O olhar dEle sobre nós não se trata da nossa ótica, mas em como Sua visão nos revela a Ele pelo prisma de Seu próprio coração.

As maiores transformações nos mudam tanto que, de fato, não nos fazem mudar, mas alinham a nossa identidade já revelada em Deus. Assim como a Jeremias, “Antes que Ele nos formasse no ventre, nos conhecia, e antes de sairmos da nossa mãe, Ele nos santificou e nos fez profetas às nações”.

Saulo foi marcado por um encontro, e de repente, toda sua história foi transformada e transcende pelas gerações. Quanto poder exala de suas cartas, da sua vida. Nós fomos capazes de “anular” quem Saulo foi, porque descobrimos em quem se tornou: Paulo, um mártir. Precisamos deixar o engano de lado a fim de que consigamos anular em nós também todo nosso passado para deixar que o Espírito Santo nos transforme como fez com o Apóstolo.

Jacó teve seu nome trocado pra Israel. Abrão para Abraão. Sarai pra Sara. Verdadeiras mudanças transformam nossa identidade. Seremos reconhecidos pelo que nossos nomes dizem que somos. Por isso creio que, quando a Palavra fala sobre nossos nomes escritos na Palma de Sua mão, tratam-se dos nossos verdadeiros nomes, como somos chamados, após uma vida de transformações com Deus.

Esses homens e mulheres se tornaram a exata personificação daquilo que o Senhor havia planejado pra eles. Não sem erros, não sem tentar os “atalhos”… Provavelmente ainda existe uma distancia imensa entre quem nós somos e quem Deus deseja que sejamos, mas um encontro com Cristo nos deixa marcados. Nossas mudanças não ocorrerão no altar, só serão manifestas nele. Elas começam como com Abrão: prostrado diante do Senhor (Gn 17:3). Mas se concluem diante das multidões. O que poderíamos mostrar ao mundo que confirmem nossas cicatrizes? Que garantam que encontramos com Jesus?

A primeira indicação de que precisamos ser transformados é na nossa consciência do pecado: nós sabemos o que fazemos e no que erramos. A segunda é nos prostrarmos porque percebemos a distância que estávamos daquilo que Ele ansiava. A terceira, e mais importante, é o arrependimento. A consciência do pecado e reconhecimento da santidade de Deus podem só encher a nossa mente de conhecimento, mas não gerar mudanças em nosso coração.

Nós não nascemos como iremos morrer, mas podemos morrer nos tornando, através do arrependimento e da cruz, quem Deus nos planejava.

(Isadora Bersot)

 

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