#Palavras do Pai

Menosprezo pelo pouco e contentamento #83

Não menospreze o que Deus te confiou porque os resultados não são como você esperava.

Sempre fui extremamente questionadora. Nunca optei pelo óbvio e raramente concordei com a maioria. Não pelo prazer de ser contrária, mas porque eu nunca gostei de aceitar o que todo mundo aceitava e sabia que o sim, em alguns casos, era preguiça de pensar. Isso pode ser um problema, mas também considero como uma qualidade. No mundo de hoje não concordar com tudo (incluindo com aqueles que são seus amigos), deve ser algo bom. Enfim, por mais um de meus pensamentos contrários ao “normal”, escrevo este texto.

Percebi que, de fato, somos movidos por aquilo que não move o coração de Deus. Ainda temos nossos olhos e corações pendendo para o sucesso como que no mundo dos negócios. Queremos números, aplausos e afirmações. E para tais, não vemos problema em falar o que Deus não mandou e concordar com aquilo que não é bíblico.

Nos inquietamos em não ver entre nós o que a Bíblia disse que poderíamos ver, e mais ainda, realizar, através do nome de Jesus. Mas de alguma forma, essa inquietação pode ser maligna, porque ainda que lá no fundinho, começamos a desconfiar de que Ele tem mesmo poder pra transformar o que quiser: inclusive o coração humano. Temos uma perspectiva errada do que vemos porque somos limitados a esta terra. Somos vítimas da nossa cultura e caímos em seus laços com uma frequência não desejada.

Vejo muitos “servidores”, se assim posso dizer, do Reino, infelizes com suas conquistas ministeriais. Não é pouco comum encontrarmos náufragos de um ministério que tinha tudo pra fluir porque o que alcançaram foi pouco demais pras metas estabelecidas.

Independente da área em que você atua como parte do Corpo de Cristo, só o que te manterá ativo (e feliz!) é a plena convicção de que está fazendo o que foi chamado pra fazer! Por não ver milagres acontecendo, muitas vidas se achegando ou voltando pra Jesus (…), temos a tendência em tirar os nossos olhos do Cristo e focá-los nos resultados. Entristecemo-nos porque aconteceu “menos do que eu esperava“.

A você que lê esse texto: crie expectativas eternas! Não se trata do quanto você fez ou do quanto você conquistou, mas da sua certeza que de alguma forma, ainda que sem frutos aparentes, você tem lançado sementes e proclamado o Reino.

Você acha mesmo que Lutero, por exemplo, tinha uma breve noção da Reforma que iria causar? Você acredita que os discípulos e apóstolos tinham ideia de que o Evangelho perpetuaria gerações através deles e chegariam até nós? NÃO! Por mais que seus corações sonhassem com “coisas grandes” – se é que pensavam nisso -, eles nunca seriam capazes de imaginar o que Deus preparava pra fazer através deles! Siga lançando as sementes… Pescando homens… contente-se com o que o Senhor te permite viver hoje.

Acho válido relembrar: não menospreze o que Deus te confiou porque os resultados não são como você esperava!

(Isadora Bersot)

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