#Palavras do Pai

As faces de Jesus, Marta e Maria – o serviço e a adoração #123

Este texto de hoje se trata de um resumo que fiz a partir de uma pregação ministrada pela cantora/Pastora Ana Nóbrega em minha cidade na última quinta-feira. Lógico que não vou lembrar de tudo com perfeição nem com todas as pontes feitas entre as passagens, mas valeu tanto a pena estar lá que achei bacana que você pudesse desfrutar disso também. Aproveito para dizer que  ela lançou uma nova canção que vale muito a pena ouvir bem baixinho pra falar com Jesus <3 Clique aqui para assistir!

Hebreus 12:2 Conservemos nosso olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa.

Temos o privilégio de servir a um Deus que é um mas ao mesmo tempo se apresenta de várias formas, onde podemos prová-Lo de perto. Por exemplo: num momento de sofrimento físico, podemos conhecer o JEOVÁ-RAFA: “O Senhor que sara”. Neste momento de crise financeira tão grande em nosso país, o JEOVÁ-JIRÉ entra em nosso favor: “O Senhor proverá”. Entre tantos outros adjetivos que poderíamos qualificá-lO: JEOVÁ-NISSI: “O Senhor é minha bandeira”; JEOVÁ-SHALOM: “O Senhor nossa paz”; JEOVÁ-TSIDIKENU: “O Senhor nossa justiça”; JEOVÁ-TSIDIKENU: “O Senhor nossa justiça”…

Em cada momento de nossa vida o Senhor se revela de uma maneira diferente. Como é lindo saber que Deus é tão perfeito e constante, um Deus de amor, que se importa conosco ao ponto de ser multifacetado para que através disso possamos compreendê-lO melhor. Diferente de nós que temos tantos defeitos, principalmente por conta da nossa natureza adâmica, da queda e do pecado, é reconfortante saber que Deus é imutável e que, por isso, nem os nossos defeitos são capazes de fazê-lO variar.

Em Lucas 10 temos uma história bastante conhecida e interessante. Muitas pregações são baseadas nas atitudes de Marta e Maria, exaltando a Maria e empobrecendo Marta, como se rolasse um tipo de competição entre elas – e como se fosse esse o objetivo do Senhor em compartilhar conosco este episódio. Muitos aplaudem a atitude de Maria em se achegar aos pés do Senhor para ouvi-lO enquanto exortam Marta pela sua atitude considerada infantil e desrespeitosa com Jesus ao reclamar da falta de ajuda de sua irmã.

Ambas tem muito a nos ensinar. É difícil muitas vezes se enxergar amado diante de uma correção, mas Deus corrige a quem ama! Se o Senhor Jesus exortou a Marta acerca de seus afazeres e prioridades, isso não quer dizer que Ele criticou o fato, em si, de Marta estar atarefada, mas que a estava convidando para o equilíbrio e não para a abdicação de suas tarefas. Assim como, certamente, ao elogiar a atitude de Maria em se prostrar isso não signifique que Ele a incentivou a nunca mais ajudar sua irmã nos serviços domésticos.

Somos muito cruéis com Marta porque é mais fácil enxergar o erro dos outros do que os nossos. Agimos de forma semelhante. Quantos momentos podemos contar onde perdemos a oportunidade de adorar a Jesus (inclusive em nossas igrejas) enquanto nos distraímos com o whatsapp? Enquanto gastamos nosso tempo com redes sociais ou quando deixamos de dar a devida atenção ao Senhor diante das inúmeras tarefas que somos incumbidos a realizar todos os dias? Quantas distrações vêm sobre nós e nos tiram do foco? Quantas vezes disfarçamos nossa adoração com o nosso serviço? O que Jesus desejava ensinar a Maria e a Marta era o equilíbrio entre o serviço e a adoração.

Em Mateus 17, quando a Bíblia fala da transfiguração, Pedro, Tiago e João puderam ver Elias, Moisés e Jesus conversando. Pedro extravasa sua alegria em estar ali e sugere a construção de 3 tendas (adoração), uma para cada um deles. Jesus não o repreende diretamente, mas responde: “Levantem-se e não tenham medo!” O que Ele quis dizer? Que naquele momento eles precisavam se levantar para servir, e não se prostrarem para adorar. Chegaria o momento em que fariam isso, mas ainda não era o tempo.

Em Eclesiastes 3 a Palavra nos fala insistentemente sobre a existência de um propósito para tudo debaixo do céu e também da necessidade de discernirmos estes tempos. Nas nossas rotinas de afazeres domésticos, laborais e ministeriais, corremos o risco de confundirmos o serviço com a adoração.

Diferente dos discípulos citados no episódio da transfiguração, hoje nosso foco tem sido muito o serviço, mas pouco a adoração. Alguns querem ficar “chapados” na presença do Senhor, mas O guardam em seus próprios potinhos escondidos no coração. Estes não transformam a vida de ninguém enquanto são edificados pela Presença porque O querem só para si mesmos. Até recebem, mas não repartem o Pão. O outro extremo são os que servem incansavelmente, mas já não sabem mais como adentrar à Sala do Trono. Não tem mais tempo para louvar, já que se preocupam se o som está agradável (mesmo que esta não seja sua responsabilidade). Quando têm a oportunidade de somente se prostrar e adorar, eles não conseguem. O serviço arrancou deles a sensibilidade. Se tornaram tão robóticos em fazer algo pelo Reino – até mesmo com a intenção correta – que se podem parar as escalas infindáveis para receber do céu, abrem mão disto por não se sentirem verdadeiramente úteis.

A Palavra diz que sem fé ninguém verá a Deus, mas também afirma que a fé sem obras é morta; por isso necessitamos deste equilíbrio que só pode ser compreendido através  do Espírito Santo. Que Ele nos guie e nos forje para que não confundamos os momentos de servir e adorar e nem mesmo que ao fazer um, sejamos incapazes de fazer o outro. Que a nossa adoração seja manifestada no serviço e que o nosso serviço leve outros a adoração.

(Isadora Bersot)

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