#Palavras do Pai

O que não te contaram sobre a missão (transcultural) #124

isadora!.jpgQualquer tipo de missão tem o seu lado difícil. A distância de casa. A “falta de raízes”. A cultura. A língua. O sentir a dor do outro na pele.

A missão não necessariamente se trata de evangelismo, no sentido comum do termo. Fazer missão é concluir um objetivo especifico pautado na Palavra de Deus, seja cuidando dos órfãos e das viúvas, servindo nosso próximo em suas necessidades, amando nosso inimigo e orando pelos que nos perseguem – para citar poucos exemplos – mesmo que, a princípio, o nome cristão/Deus não esteja em destaque. Viajar é só um adendo que quem verdadeiramente obedece não faz questão.

A viagem não é o ponto vital, mas o coração de quem viaja. Levando ou não o Evangelho de forma direta, gramaticalmente falando, o missionário cumpre este Evangelho, falando ou agindo por meio dele. Em Paris, na Coréia do Norte ou na Tanzânia, o ato de realizar a missão não carrega consigo nenhuma glória ou facilidade, independente do destino – e o que vem como algum tipo de “lucro” (não no sentido financeiro necessariamente) se chama Graça.

Antes, durante e depois de uma viagem, seja de curto, médio ou longo prazo, na própria cidade ou em outra nação, aquele que se dispõe a enfrentar esse desafio passa por muito estresse. Medo. Muita ansiedade. Também pensa em desistir. Alguns desistem antes de começar, outros lutam ferozmente a fim de alcançar o fim desejado. A maioria deles não expõe seus tormentos online porque sabem que isso é fugir pro vazio; não descansar no eterno. 

O descanso, quando chega, é lucro. Conhecer outros povos é lucro. Visitar pontos turísticos é lucro. Deus sabe que o homem, como carne, ser humano, precisa de uma pausa. E ela não torna a missão menos relevante e nem o missionário mais relaxado. Falo como alguém que viveu os dois lados sem ainda dar nome pra nada.

No final, o que realmente importa, é o fato de você estar ou não obedecendo ao que Deus te pediu. Se Ele aparentemente não te deu nenhum direcionamento específico, a Bíblia possui uma porção deles. O nosso coração disposto em obedecer a Cristo e brilhar a sua luz, sem sermos cegados pelos holofotes que o mundo mede como padrão de sucesso, é o que nos fará ouvir, no grande dia: “vinde, bendito do meu Pai!”. 

Em tempo, ore pelos cristão perseguidos, pelas minorias, pelos seus inimigos, pelos refugiados, pelas crianças, adultos, idosos, pelos missionários em tribos indígenas, em povoados não alcançados, pelos que estão na Europa, nos EUA, nas Américas, na Oceania, na Ásia… Todos eles, independente de onde estão e do que estão fazendo, precisam ser alvos da nossa oração.

(Isadora Bersot)

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