#Palavras do Pai

Uma vida comum #143

O que pra você hoje seria uma vida normal? Acordar, estudar, trabalhar…? Tomar banho, preparar uma comida, até mesmo viajar? Acredite: Jesus também teve uma vida comum. Já O imaginou como um bebê…? Cheio do Espírito desde o ventre, mas também imerso numa realidade comum, como a nossa, em sua época. Isso que o fazia/faz tão sensacional!

Como vocês sabem, passei pouco mais de 3 anos ao redor do Brasil falando sobre Jesus. Dentro do que alguns consideram “loucura”, também vivi uma rotina. Diferente da de agora? Sim. Bastante. E, também por isso, dou graças a Deus pela adaptabilidade dos seres humanos. Se assim não fosse, viver seria tarefa insuportável – pra não dizer impossível – diante de tantas surpresas que a vida nos prepara. Não dá pra gente viver, no sentido amplo da palavra, inconformado o tempo todo. Faz mal. Pelo menos a mim. Basta ver o jornal que você vai entender. É tanta notícia ruim, tanta desgraça, que parte meu coração. Talvez você não seja inconformado com tudo que está ao seu redor (mesmo que alguns acontecimentos tornem isso meio inacreditável), como a corrupção, a pobreza, a fome ou a causa dos refugiados, por exemplo, mas você precisa de algo dentro de você que te faça sentir que suas vontades e atitudes não são mais uma gota no molhado! Existem causas específicas que vão te “doer” mais que o normal. E ainda mais do que sobre as outras, sobre essas, você pode fazer algo.

Acho engraçado o quanto desconsideramos o poder da oração. E digo isso por mim também: quantas vezes você não se perguntou “o que posso fazer, além de orar, a respeito disso?“. Afirmamos que a oração é nossa prioridade, mas mesmo que a façamos em primeiro lugar, a tratamos como segundo. Ok, talvez não seja a nossa intenção. Mas se você pensar direitinho, vai perceber. É como se disséssemos: vou orar, mas preciso fazer alguma coisa! Existem coisas pelas quais eu oro que certamente não posso fazer mais nada fisicamente. Nada que eu possa registrar, postar na internet ou divulgar em um jornal. O que não torna a oração uma estratégia menos poderosa quando encontro quem faça algo pela mesma causa que eu me proponho a lutar de joelhos. Por vezes, inclusive, essas pessoas são respostas dos meus pedidos a Deus.

Fé e vida, pra mim, são indissociáveis. Não consigo conceber a ideia de que minhas crenças não afetem – e por conseguinte, transformem – minha vida no tocante da realidade. Acho interessante o fato de a Bíblia relatar tantos momentos em que Jesus fazia coisas comuns. Nem tudo era sempre cercado de milagres extraordinários, e isso é o fantástico. Ele gostava dos bastidores, e disso eu também gosto. (rs) Cada vez que olho pra Ele e me sinto distante do que poderia ser, já que Ele é o modelo perfeito, sinto-me, ao mesmo tempo, arrastada pela graça de ser amada sem pré-requisitos. 

E aqui, vale a lembrança: não devíamos ser todos cristãos em tempo integral, afinal? Isso supõe que, como cristãos, entendemos nossa missão e a cumprimos, tornando-nos, portanto, missionários. A gente não precisa de títulos ou de honras. Não precisamos, necessariamente, fazer história. Deus pede bem menos da gente do que nossas cobranças pessoais baseadas em desejos incentivados pela sociedade moderna – até mesmo pelos grandes ministérios. Arrependimento e amor resumem bem. Se minha fé não muda minha vida, e, consequentemente, a de quem me cerca, em toda a sua normalidade, ela não serve pra mais nada.

(Isadora Bersot)

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