#Palavras do Pai

A morte do Eu inconstante #144

DSC_0510Os rascunhos de “A morte do Eu inconstante” chegaram até mim no dia 11 de janeiro de 2017. Por convite da Débora, fui responsável pela primeira revisão do livro. Lembro que minha preocupação era a mais básica de todas: não gostar da história. E eu ainda precisava ser sincera com relação ao que eu estava achando de todas aquelas palavras… Bom, no fim das contas, eu dei sorte! Amei o romance e conheci ainda mais a autora e amiga dentro de cada uma das personagens criadas. O livro, ao meu ver, não é genial por si só, afinal, temos muitos romances hoje em dia. Mas ele envolve experiências simultâneas e criativas. Pra quem não conhece, a Débora é atriz, compositora, escritora e cantora (sim, ela é tudo isso mesmo!) E como num insight divino ela reuniu todas essas atividades no projeto Inverso ao Avesso (nome, inclusive, que eu amo também).

Lembro-me de que o título já causou ótima impressão. Fez-me refletir a existência dos, pelo menos, 2 “eus” que possuímos. Um constante, que acaba sendo nosso alvo – muitas vezes frustrado (talvez o tenhamos subestimado), e outro que é o citado no título, aquele que em geral acaba tomando as rédeas de tudo, mesmo sem dever. Enquanto prosseguia a leitura, fui enxergando essas duas manifestações na vida da Nikki, a personagem em torno da qual a história se cria. Relaciono o título ao relato de Paulo: “O bem que quero fazer, não faço. O mal que não quero, este sim faço.” Mas, assim como em nossa vida, somos moldados por processos, e a Nikki não vai conseguir fugir de nenhum dos que lhe serão propostos.

O livro é formado por 6 capítulos, cada um com o título de uma música composta pela autora, disponíveis no youtube. Algumas vão ser tão impactantes e verdadeiras que você decidirá pausar a leitura por um pouco mais de tempo, até tentar digerir tudo. No fim das contas, a identificação com todos, ou pelo menos com alguns personagens, é certeira.

A Débora utiliza também um recurso literário pouco explorado: ela se coloca como personagem da história e “foge” da posição de autora usando seu nome do meio – Cristina Medeiros, que, inclusive, é o nome da sua personagem na peça “Escola de Escolhas”. A sinopse é simples: Cristina vê-se numa crise criativa. Não consegue ter novas ideias que culminem no que deseja – tornar-se inesquecível. “A morte do eu inconstante” torna-se fruto das suas escolhas encenadas, e este outro eu é interpretado pela Gabi Ramos, coordenadora do Espaço Cultural Nissi.

Não é só um livro, não são só composições, não são só personagens, nem mesmo só uma peça: é tudo trabalhando junto pra tornar a sua experiência ainda mais completa e fascinante. O livro, que começou a ser gerado em janeiro como rascunhos incertos, ganhou vida no dia 24 de novembro deste mesmo ano e você pode adquirir pelo site Inverso ao Avesso. Tudo isso é mais um sinal de que Deus pode transformar nossas piores experiências em instrumentos incríveis na Sua mão. Que Ele também te faça entender que os vales mais profundos O tem como Guia.

“Eu poderia pedir que a escuridão me escondesse e que em volta de mim a luz virasse noite; mas isso não adiantaria nada porque para Ti a escuridão não é escura, e a noite é tão clara como o diaTu não fazes diferença entre a luz e a escuridão.” Salmos 139:11-12
Já começamos a trabalhar no próximo livro, e, sendo bem sincera, estou muito empolgada com o que virá!
(Isadora Bersot)

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