#Palavras do Pai

Protagonista da história #176

O protagonismo bíblico não é ocupado por um homem, mas pelo Deus que se fez homem. A entrega do próprio Pai aponta aos homens o que eles devem fazer. Tem muita gente confundindo… Não se trata de “ser bom” – o próprio Jesus falou: “Ninguém há bom senão um, que é Deus.” (Marcos 10:18). A bondade de uma pessoa não é critério para sua salvação e a maldade dela também não pode ser, em absoluto, critério para sua condenação. Há os que são bons, mas não possuem nenhuma fé em Cristo (João 3:18-21) e há os que são maus, mas reconhecem seu estado e se inclinam em arrependimento diante dEle, sendo abraçados pela Graça Redentora de Cristo, derramada juntamente com Seu sangue na cruz, suficiente para limpar qualquer pecado.

O discurso de Jesus não é só repetido, como apreciado por muitas religiões! O que pra alguns é “difícil de engolir” é reconhecer a depravação humana, que nos faz absolutamente e urgentemente necessitados de um Salvador!

(Preferem se apoiar no discurso de que “fazem o bem” e por isso, “merecem” ser salvos. Por que desejam uma salvação que é concedida mediante a fé, se nem mesmo acreditam estar condenados, e não se dispõe a reconhecer a necessidade que têm – independente do quanto de bem eles fazem – do Salvador?)

Para estes, a Bíblia é apenas um livro cheio de histórias e fábulas que contém alguns ensinamentos bonitos para seguir – não a interpretam como manual de Vida porque, no afã de serem “donos de suas histórias” e de suas verdades, permitem que a arrogância e a soberba as domine – “eu sei o que é melhor pra mim!”. Sabem mesmo?

Existem os que aplaudem Seu discurso; difícil, porém, é acatar suas práticas, aquilo que Ele ensinou a fazer fazendo. “Privações” não devem ser consideradas prisões erguidas ou motivo de infelicidade (ainda que a felicidade não seja o alvo principal da vida – falo sobre isso aqui e aqui), mas provas do cuidado e do zelo de Quem sabe no que pode dar seguir os desejos do coração humano. Não nos faltam exemplos do mal que existe em nós, a humanidade sempre provou de seus próprios fracassos e dores. E é esse mal que não pode nos dominar.

Quando a Bíblia condena certas práticas, demonstra o cuidado de Deus com nossa saúde física, mental e emocional. Mas as pessoas preferem ser rebeldes à aceitar os sábios conselhos contidos nela. Preferem sofrer por más escolhas à reconhecer que Deus sabe o que é melhor. Enganam-se a si mesmas! E o homem, mais uma vez, tenta ser superior ao Criador, desejando tomar as rédeas de uma vida que nem foi ele mesmo quem criou. A soberania do Pai não é alterada por nossos desejos e “convicções” fracas. O domínio continua sendo absolutamente dEle.

Existe uma forte crise de identidade em nossos dias. Homens e mulheres querem ser representados – na moda, na literatura, nos filmes, nas mídias. Perdidos, buscando ansiosamente um lugar pra se encaixar, caem na rede de qualquer um que diz ter encontrado seu lugar no mundo. A menos que entendam que Suas identidades corrompidas só podem ser restauradas nEle, seguirão caminhando para os próprios abismos que constroem.

Assim, a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. Gálatas 3: 24-28

(Isadora Bersot)

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