#Palavras do Pai

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço #235

“Bando de hipócritas”, “Raça de víboras”, “Sepulcros caiados”, “Condutores cegos”, “Insensatos”, “Serpentes”: esses foram alguns dos carinhosos e gentis vocativos pelos quais Jesus se dirigiu aos fariseus e escribas. No capítulo 23 de Mateus, vemos o Mestre fazendo uma longa exposição à multidão e aos Seus discípulos acerca do que tais doutores da lei faziam. Contudo, antes de enumerar suas críticas, Ele alertou:

“Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedeis em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam.” (Mateus 23:3)

Muitas vezes, criticamos uns e outros por pregarem o que não vivem e também condenamos a nós mesmos porque, em diversas ocasiões, agimos como quem criticamos: nosso discurso convence, mas nossa prática é pífia. Diante disso, o que posso dizer é: Jesus não calou a boca dos fariseus. Não os impediu de pregar. Não “arrancou o joio do trigo” à força.

Preocupado com os Seus e sabendo que eles seguiriam sendo atingidos pelas falas dos que criticava ferozmente, fez o mais sensato: aconselhou os que Lhe ouviam. Ensinou-lhes a filtrar o que recebiam dos fariseus e escribas e a aprender a separar a prática do discurso: esses homens poderosos eram condenáveis, mas não aquilo que diziam. Apesar de ser quem eram e agir como agiam, eles falavam corretamente das Escrituras. Se contextualizássemos o sermão de Cristo, seria como dizer: “Essa galera faz muita besteira e usa a Lei pra criar pesos desnecessários pra vocês, mas não deixem de escutá-los! Façam o que eles disserem, mas jamais ajam como eles agem”.

Até pro Cristo, era claro o abismo entre o discurso e prática. Ainda assim, Ele não censurou o que era dito por causa de quem pronunciava. Recebamos, então, tal discernimento. Nos atentemos aos discursos também. Tomemos cuidado a respeito dos mestres a quem damos ouvidos: Jesus já avisou que a cobrança aos que ensinam é bem maior (Tiago 3:1). O discurso persuasivo e a retórica potente podem ser instrumentos malignos na mão de Satanás. Esse é, inclusive, um possível desdobramento do cenário descrito em Mateus: haver os que que falam mentiras, mas que enganam por terem “boas práticas”. Esteja atento. Vivemos coisas muito semelhantes no cenário evangélico mundial.

(Isadora Bersot)

2 comentários em “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço #235”

  1. Que Deus continue lhe abençoando,lhe capacitando e falando ao teu coração para que conteúdos como este continuem a ser disseminados. Parabéns pelo blog e gloria a Deus pela sua vida!

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