#Palavras do Pai

Não te importa? #236

Quantas vezes nos comportamos como os discípulos no barco no meio de uma grande tempestade? (Leia Marcos 4 a partir do versículo 35)

  • Ficamos desempregados e perguntamos: Jesus, não te importa que pereçamos?
  • Acompanhamos as notícias da pandemia e questionamos: Jesus, não te importa que pereçamos?
  • Temos dificuldades nos relacionamentos, sofremos ofensas, traições, presenciamos a morte, a violência, a fome, a injustiça, e repetimos, indignados: Jesus, não te importa que pereçamos?

Esse questionamento é lamentavelmente comum em nosso meio. Tendemos a crer que as grandes aflições que nos atingem não são vistas ou reconhecidas pelo Deus-mor, que se assenta no trono e sadicamente ri de suas marionetes sofredoras. Há alguns motivos para esse tipo de crença:

1° Nos relacionamos com o Senhor como se nos relacionássemos com outro humano, então tendemos a fazer cobranças que, diante do Soberano, são simplesmente descabidas.

2° Não aceitamos as intempéries da vida. Se nem Jesus foi imune às aflições, o que nos faz pensar que seríamos? Talvez o orgulho esteja nos fazendo enxergar a nós mesmos de forma errada, como se fôssemos os seres preferidos de um Pai de amor que jamais permitiria o sofrimento dos Seus pupilos.

Devemos, com urgência, abandonar tais visões distorcidas e enganosas movidas por sentimentos tão volúveis quanto os humanos. Precisamos ter uma fé racional, que pensa. Basta lermos a Bíblia para encontrar outros episódios de indivíduos ou grupos que passaram por situações terríveis e que tiveram seus clamores ouvidos — confiar nisso subordina nossas emoções à nossa razão firmemente fincada em Deus. Afinal, vivemos pelo que cremos, não pelo que vemos.

É claro que o que nos afeta é visto pelo Altíssimo — usando o episódio destacado aqui, Jesus se levanta e dá ordem ao mar para que se aquiete. Entretanto, não há, para Ele (como há para nós), surpresas, acidentes ou fatalidades. Ele sabe de tudo. É imperioso que nossa fé se reflita em nosso modo de vida, que deve ser pautado na confiança naquEle que vê o que não vemos e sabe o que não sabemos.

“Jesus, não te importa?” Sim, Ele se importa, contudo não necessariamente interferirá instantaneamente em seus dilemas conforme o seu desejo. Olhe para trás e observe a sua jornada: há algum dia sobre o qual você possa afirmar que Ele não olhou por você?

Largue o seu orgulho mesquinho e birra de criança mimada. Assim como o sol brilha sobre os bons e os maus, o percurso vital dos seres humanos é cheio de dessabores. Deus não é seu brinquedo nem sua marionete a ser convencida por chantagens emocionais. Tenha uma fé madura e inabalável. Quando se sentir abandonado, lembre-se de tudo que já conhece e do que já viveu com Ele: o passado revivido fortalecerá sua mente para crer no que Ele preparou: um futuro de paz.

(Isadora Bersot)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s