Pregar é mais fácil que viver

Pregar é mais fácil que viver – Ana #245

Leia o 1º post da série "Pregar é mais fácil que viver" aqui.

Hoje, falaremos sobre Ana, esta mulher tão cheia de fé e incansável. Você já deve ter lido a história dela, que está narrada 1 Samuel 1. Ana era uma das esposas de Elcana. Por ser estéril, era, com frequência, judiada por Penina, outra esposa de Elcana que ostentava o fato de ser mãe de tantos filhos — no fundo, ela também sabia da frustração de Ana por não gerar, e parecia dar-lhe prazer aumentar ainda mais as angústias de Ana.

Apesar das frustrações da nossa personagem de hoje, a Palavra é clara: foi Deus quem cerrou a madre dela (1 Samuel 1:5). Diante disso, já podemos ter a certeza de que havia um propósito bom e divino por trás dessa privação temporária — ainda que Ana não soubesse previamente o que o futuro lhe reservava.

O desejo de Ana por ter filhos era tão grande que podemos dizer que ela viveu um período bastante depressivo: não comia, só chorava, e o seu coração estava profundamente abatido. Você já se sentiu assim? Desejando muito algo, mas cuja realização está completamente fora do seu controle? Sem dúvidas, havia muita angústia no coração dessa mulher.

Decidida, ela faz um voto com o Senhor, afirmando que, se ela fosse lembrada e tivesse seu desejo atendido , daria seu filho homem ao Senhor. Depois de ter sido considerada bêbada por Eli, sacerdote do Templo, como se já não bastasse seu desgosto pessoal, ela volta para casa debaixo destas palavras: “Ache a tua serva graça aos Teus olhos”.

Quando Ana voltou para casa, o que você acha que ela fez? O que a natureza pede: se ela queria ter um filho, não poderia ser de outra forma (especialmente naquele tempo) que não se deitando com o seu marido. A Palavra expressa uma espécie de causa e consequência: “Elcana conheceu Ana, sua mulher, e o Senhor se lembrou dela”. O céu se abriu quando Ana fez o que era sua parte para o cumprimento de seu desejo. Meses depois, Samuel estava em seus braços.

O que quero dizer com tudo isso? Que é fácil pregar sobre Ana quando a gente já sabe que ela vai alcançar o que deseja, mas não é fácil viver na pele a esterilidade. Se soubéssemos da história dela apenas pela metade, receberíamos seu sofrimento com alegria ou com temor? Ana não sabia previamente qual seria a sua história, mas não deixou de servir a Deus, mesmo quando viveu a frustração de seu desejo não atendido por muitos anos — além dos muitos fatores sociais e relacionais que ela viveu, que você pode conferir no livro “Enquanto o sonho não nasce”, de Antônio Carlos Costa.

Recentemente, relendo um livro do John Bevere, ele escreve o seguinte sobre José: “É uma história que nos serve de inspiração quando conhecemos o final. O mesmo podemos falar a respeito de Ana e de todos os próximos personagens — bíblicos ou não — que aparecerem por aqui. O fato é: precisamos seguir crendo, a despeito da dor, da desesperança, da morte, do luto, das aflições etc. que Deus vê o fim desde o começo. Ele sabe o que está fazendo, e, na Sua grande mente, há um plano perfeito, cujos mínimos detalhes não são surpresas ou acidentes de percurso, mas parte de uma orquestra que serve aos propósitos eternos. Como Eclesiastes 7:8 afirma:

Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas […].

Você, que me acompanha por aqui e que tem um blog também, tem instagram? Se tiver, fala comigo por lá :) @isadorabersot Nem sempre consigo usar as funcionalidades do wordpress, então vale a pena ter um outro contato com você! Obrigada por chegar até aqui!

(Isadora Bersot)

Carregando…

Ocorreu um erro. Atualize a página e/ou tente novamente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s