#Palavras do Pai

Por que você quer deixar um legado? #255

Não é incomum ouvirmos ou lermos mensagens gospeis relacionadas a legado. Parece quase uma ordem o fato de que o cristão deve pensar no que pretende deixar depois que partir deste mundo. Não condeno essa ideia, porque o crente é um ser terreno que pertence a uma Pátria Celestial (Hebreus 11:16), por isso deve viver focado na Eternidade. No entanto, gostaria de problematizar uma questão a respeito de motivações erradas.

Se você é um cristão que pretende deixar uma marca positiva nesta terra, pergunto: por quê? Qual o seu propósito com isso? O que move o seu coração no desejo de “permanecer” mesmo após a sua morte? Por que você quer construir coisas duradouras por aqui?

A Bíblia afirma que o coração é enganoso (Jeremias 17:9) e que dele procedem as fontes da vida e também os maus intentos, adultérios, homicídios, imoralidade… (Mateus 15:19) (nem tudo é culpa do diabo não, o seu coração é ruim mesmo!). A Palavra garante também que todos os nossos dias são conhecidos (e foram determinados!) pelo Criador (Salmos 139:13). Então, a autoanálise é sempre necessária: há algum tipo de “vaidade póstuma” reinando em seu coração? Há algum novo ídolo querendo “dar as caras” por aí? Salomão já disse certa vez que tudo é vaidade (Eclesiastes 1:2).

Por trás do seu desejo de permanecer, pode haver um anseio pecaminoso por uma fama imortal e por receber glórias, elogios e aplausos até mesmo depois da morte — é como se você pensasse que seu corpo enterrado pudesse encontrar algum tipo de satisfação ao ser louvado pelos vivos!

É natural que criemos expectativas a respeito do propósito divino pra nós, mas insisto em dizer que precisamos com urgência nos dissociar do padrão de sucesso estabelecido por este século. Há anseios que jamais seremos capazes de mensurar, e há objetivos que nunca saberemos se atingimos. Como se mensura um legado? “Número de almas salvas” — como se fosse possível contabilizá-las com precisão e como se você as tivesse alcançado? Ansiar por se denominar como “um grande homem de Deus” ou por ser assim reconhecido por outros?

O homem é mau. Não há nada que salve criaturas como nós, a não ser o sacrifício poderoso de Cristo. Enquanto ansiamos pelo estabelecimento de legados que envaidecem nosso ego caído, é possível ouvir ao longe as palavras do Mestre: “Está consumado!” Diante disso, sou capaz de afirmar: você não precisa fazer nada (no sentido físico, mesmo), porque Ele já fez tudo! Sua preocupação deve ser unicamente em glorificar Aquele que merece toda honra, glória, aplausos e reconhecimento, e fazê-Lo conhecido.

Decidi incluir esta indicação aqui a partir de uma conversa com a Carol Baeta, que falou nós seus stories acerca do anonimato:

(Isadora Bersot)

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