#Palavras do Pai

Guardar o coração para além do sentido romântico da coisa #266

Com certeza você já ouviu a frase “guarde o seu coração”. Se você é uma menina/mulher, então, ouso dizer que o contexto em que esse conselho surgiu era relacionado aos seus sentimentos. Essa ‘gota de sabedoria’ surge de Provérbios 4.23, onde está registrado: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. Mas será que guardar o coração é apenas tomar cuidado antes de entrar num relacionamento amoroso?

Se lermos o capítulo completo, notaremos que nos são apresentadas uma série de exortações paternas. Pouco antes do versículo citado anteriormente, lemos:

Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.

Provérbios 4:20-23

Sabemos que a palavra “coração”, na Bíblia, não se resume apenas ao órgão do nosso corpo. Elyse Fietzpatrick, no livro “Ídolos do coração“, aponta esse termo como se referindo “às três principais áreas de funcionamento de nosso universo interior”: 1. a mente (“para falar da nossa capacidade de pensar, entender, duvidar, raciocinar, discernir e recordar”), 2. as afeições (“abrangem os anseios, os desejos, os sentimentos, as imaginações e as emoções”), e 3. a volição (“a parte do ser interior que escolhe ou determina quais serão nossas ações”).

Somos seres humanos e sabemos que o tanto de coisa má que pode brotar do nosso coração ‘não tá no gibi’! Desse modo, antes de o autor desses conselhos ordenar que guardemos o coração, ele diz que dentro dele devemos guardar as suas palavras, que “são vida para os que as acham e saúde para todo o corpo” (v. 22). Guardar o coração implica, entre outras coisas, protegê-lo, porque é o que há dentro dele que impulsiona as nossas ações. A máxima que podemos extrair desse versículo pode ser esta: busque diligentemente fazer das palavras eternas uma morada permanente em você.

O próprio Jesus falou que aqueles que guardam a Sua palavra e a praticam são comparados a homens sábios, que edificaram sua casa na rocha (Mt 7.24). Em João 5.24, Ele afirma que quem Lhe dá ouvidos e crê em Quem O enviou “passou da morte para a vida” (não lembra Pv 4.22?). Um pouco mais adiante, em João 14.21, Ele afirma que o amor a Ele é revelado entre aqueles que guardam os Seus mandamentos e lhes obedece. Existe ainda um sem número de versículos que apontam para essas necessidades de todo crente: ouvir a Palavra, guardá-la no mais íntimo e colocá-la em prática. Assim, passaremos do conhecimento para a ação, da informação para a efetivação, do saber para a prática. Por meio da leitura bíblica, seremos convencidos pelo Espírito Santo a viver conforme a Palavra nos instrui e poderemos oferecer ao Senhor uma vida que Lhe será como uma oferta agradável.

A título de curiosidade, pensei em escrever estas coisas a partir do feedback que dei a uma de nossas alunas do Borboletário. Em dado momento, escrevi: “guardar o coração também implica protegê-lo contra a desesperança”, ou seja, apesar de estarmos em contextos que nos tiram do eixo ou que nos fazem desacreditar de que ‘as coisas vão melhorar’, precisamos ter o nosso coração guardado no Senhor, a fim de que não sucumbamos diante do que vemos, mas sigamos crendo naquilo que não vemos e que é eterno (2Co 4.18).

(Isadora Bersot)

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3 comentários em “Guardar o coração para além do sentido romântico da coisa #266”

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