#Palavras do Pai

Coração sob prova de morte #18

Sempre amei a história de Abraão e de como em muitas áreas ela se parece com a minha. Em Hebreus 11, que fala sobre os heróis da fé, encontramos seu nome em destaque. Também, pudera! O cara acreditou que teria um filho com a mulher estéril e já velho pra caramba!

No versículo 17 desse capítulo lemos o seguinte:

Pela fé Abraão, quando Deus o pôs à prova, ofereceu Isaque como sacrifício. Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de sacrificar o seu único filho, embora Deus lhe tivesse dito: “Por meio de Isaque a sua descendência será considerada”.

Por mais que afirmemos acreditar, dentro de nós carregamos a tendência de pensar que as histórias bíblicas não passam de fábulas ou contos para aprendermos alguma coisa de Deus. A verdade é que elas são reais e aconteceram, de fato (tirando as parábolas). Como tantas outras semelhantes a essa, Abraão, após o recebimento da promessa de que ele seria Pai de multidões, foi provado por Deus.

Esse é o primeiro ponto: a prova veio de Deus, e não do diabo. Não foi uma estratégia maligna de fazê-lo abortar os planos de Deus. O Eterno o colocou á prova para que seu coração fosse descortinado. O seu foco não era a promessa em si, mas a obediência cega a Deus e a fé de que, independente de como as coisas se seguiriam, Ele continuava fiel e não voltaria atrás na sua palavra. Obediência cega porque Abraão foi capaz de ir contra seu próprio instinto paterno de proteger seu filho, levando-o até o monte para ser morto. Imagine a dor de um pai ao ter que matar seu filho? E ainda por cima em obediência a uma ordem do Senhor! Só mesmo um servo verdadeiro seria capaz de fazê-lo.

Notamos ainda outra coisa: O amor de Abrãao por Deus extrapolava seu amor por Isaque! Foi por isso que ainda que com dor, ele se dispôs a fazer o que o Senhor o havia pedido. Quantos de nós seríamos capazes de abortar sonhos e promessas, ainda que da parte dEle, em obediência a um pedido do Alto? Certamente duvidaríamos em nossa coração se essa seria mesmo uma ordem do Eterno. Questionaríamos horrores a fim de garantir que Deus não estava tendo talvez seu primeiro lapso de memória ou um momento de loucura repentina.

Existe uma frase que escrevi na minha bíblia que diz: “A disposição em sacrificar poupou o sacrifício.” (mas isso não é uma regra.) Isaque poderia ter saído morto daquele monte e Sara estaria chorando a dor de seu filho perdido. O que era júbilo teria se tornado pranto em instantes. Mas Abraão teve tanta fé, que não vacilou em acatar ás ordens. Nossa primeira reação, diferente de Abraão, seria o questionamento, não a obediência.

Um coração que confia no Eterno não duvida das ordens do Alto porque descansa na Sua fidelidade e amor. Diferente de Abraão, pode ser que pra nós o sacrifício acabe sendo real, mas ainda que seja, nossa fé nEle não pode ser abalada. Independente do que possamos enfrentar, a bondade dEle não se altera, e as aparentes tribulações podem ser presentes do céu pra nós. Ainda que as direções do Alto pra você pareçam confusas, duvidosas ou até duras demais, não questione: verdadeiros filhos tem como sua característica a obediência. O Pai sempre sabe o que é melhor. Obedeça. 

(Isadora Bersot)

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